Tiago Leifert escreveu que quando política e esporte se misturam, dá ruim. O jornalista reclama da obrigatoriedade do hino nacional no estado de São Paulo em eventos esportivos. Diz que as substâncias: esporte e política não devem ser consumidas ao mesmo tempo, pois, recentemente, não gostou do que viu.
Ele tem o direito e merece todo o respeito em emitir a sua livre opinião que lhe é concedida nos meios de comunicação, porém:
Fazemos política o tempo todo. Quando estamos na padaria e aconselhamos o chapeiro do misto quente com ovo a voltar aos seus estudos, estamos fazendo política. Política que tem em seu radical a palavra pólis (sinônimo de cidade) , ou seja, exercer a capacidade de ir além de si mesmo e cuidar do bem coletivo.
No Brasil, basta ler neste presente jornal que os políticos quebraram o termo da palavra Política e vestiram o “terno” da palavra Idiota. Idiota também tem no radical grego a sua explicação. O mesmo radical da idiossincrasia. O idiota, ao contrário, está o tempo todo voltado para si, para o seu próprio umbigo com diz o filósofo Cortella.
Política/ Esporte:
Olimpíada do México-1968, os panteras descalços e de luvas pretas. Copa da Itália-1934, aos olhos de Mussolini. Olímpiada de Berlim-1932, fato que precipitou a primeira liga de beisebol para negros nos EUA. Década de 80, Sócrates, Corinthians, democracia e diretas já.
O clube amador Associação Atlética Serrana através de Carlinhos Gilli, Marcos Padula e Cláudio Adolfo (professores, ex-jogadores e técnicos de futebol) e, ainda, através do Eduardo Giba (ex-jogador e empresário) , de seu filho Marcelo (advogado e futuro jornalista), além do pedreiro e mestre de obras Carlos e equipe, recuperaram o abandonado campo de futebol da cidade e o transformaram em um projeto educacional e esportivo para crianças.
Fora ou dentro do vídeo game, o mundo continuará sendo transformado através da oportuna junção Política/Esporte, duas substâncias que, na política do jornalista são se misturam.
O jogador Vampeta fez a sua política e capotou na rampa do planalto. Tiago escorregou.
João Henrique Padula, Folha de Brasília








