
Em 2006, o ex-governador foi filmado recebendo um envelope com dinheiro em espécie das mãos de Durval Barbosa. Em 2009, as imagens se transformaram no centro do escândalo decorrente da operação. O Ministério Público afirma que Arruda teria falsificado quatro recibos para justificar o recebimento dos recursos. Em depoimento à Polícia Federal e à Justiça, Barbosa garantiu que não fez as doações filantrópicas.
Durante o interrogatório conduzido ontem pelo juiz Fernando Messere, Arruda afirmou que sempre realizou doações a pessoas carentes na época do Natal. Segundo ele, as ações beneficiavam mais de 1 mil entidades de 30 cidades do Distrito Federal. “Consegui reunir fotos e vídeos da entrega dessas doações de fim de ano. Faço isso desde os anos 1990. Com o perdão da expressão, desde a época que eu tinha cabelo”, brincou o ex-governador.
Segundo Arruda, os repasses às entidades eram feitos de maneira “não muito controlada”, até que advogados dele tiveram conhecimento de uma investigação do Ministério Público Eleitoral, aberta para verificar se as doações poderiam se configurar campanha irregular. A defesa de Arruda fez uma consulta ao Tribunal Regional Eleitoral e começou a coletar recibos das entidades beneficiadas para juntar à documentação. De acordo com o ex-governador, Durval pediu recibo pelas doações e esses documentos foram assinados na residência oficial de Águas Claras. “Era um direito dele, como doador”, justificou Arruda.







