
Segundo ele, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) precisa de pelo menos 90 m³/s de água para diluir 2 m³/s de esgoto. “Isso é um tiro no pé do Rio de Janeiro, que tem a fragilidade intramuros de uma obra orçada, na década de 1970, em R$ 2 milhões ou R$ 3 milhões, e que agora deve ficar entre R$ 45 milhões e R$ 50 milhões”, estimou. A obra pode ser feita em seis meses e, embora não trate a poluição do Rio dos Poços, não deixa ele chegar ao local onde é feita a captação de água da Cedae, no Rio Guandu.
Ele admite que a medida traria problemas de salinização dos rios que afetaria algumas indústrias instaladas na região, mas destacou que a prioridade, no momento, é o abastecimento humano. “A gente não tem que pensar em outra coisa que não seja isso este ano. Os demais usos vão ter que esperar”. Como o Rio de Janeiro importa quase tudo que consome, Freitas estima que a economia fluminense, em especial a agricultura não deve sofrer grandes impactos.
Outra providência a ser tomada é em relação às perdas, disse o professor da UFRJ. Segundo ele, 50% dos 45 m³/s de água usados para diluir esgoto viram perdas, das quais 10% equivalem a perdas econômicas causadas por ligações clandestinas, os chamados gatos, e 40% são perdas físicas.
Agencia Brasil







